quinta-feira, 1 de Novembro de 2007
domingo, 21 de Outubro de 2007
Marcar Paço
Eu acho muito bem que se tente dinamizar aquela praça da cidade, mas limitar esta iniciativa a apenas um dia da semana está visto que traz mais chatices do que vantagens. É uma questão de hábito(s). O ideal será, então, fechar o trânsito em todas as praças da cidade, e fazer com que as pessoas andem de bicicleta não apenas aos domingos mas todos os dias da semana. Poupa-se no combustível, o meio ambiente agradece, e, melhor do que tudo, ficamos todos mais elegantes. Eu, por exemplo, mesmo que não ande de bicicleta, deixo pelo menos de comer pizza.
quarta-feira, 17 de Outubro de 2007
sexta-feira, 12 de Outubro de 2007
Unheimlich Maneuver
Refiro-me àquela manobra, tão comum, que consiste em ultrapassar uma série de carros parados numa fila de trânsito, acabando por nela entrar, já muito à frente, assim ganhando algum tempo e uma quantidade enorme de inimigos. É o caso do acesso à 2ª Circular, vindo da CRIL, ou por trás das Amoreiras, junto ao ex-futuro Campo de Golfe, em direcção à A5. Em ambos os locais eu sou dos que raramente ocupo o meu lugar na fila, optando por seguir pela faixa do lado até que abra um espaço - e quase sempre abre - onde possa enfiar-me. Nem sempre é fácil, mas, felizmente, por cada condutor que se encosta ao carro da frente para que eu não consiga passar há sempre outro que facilita a entrada ou que, na ânsia de não permitir que eu passe, deixa o carro ir abaixo.
Se isto faz de mim um desenrascado ou um chico-esperto, não sei. Tal como não sei se todos aqueles condutores que eu deixo para trás são otários ou apenas ingénuos. No dia em que eu tiver a resposta para este dilema terei de optar por uma de duas soluções: fazer o que tenho feito até aqui, indiferente ao que os outros possam pensar, ou, pelo contrário, deixar de me armar em esperto, corar de vergonha e ir para a fila como toda a gente. Pedir desculpas ao Vasco Pulido Valente é que eu não peço.
quarta-feira, 10 de Outubro de 2007
Ora se isto foi em Agosto, só hoje é que a recebi e tendo em conta que passo lá todos os dias... Então 60 euros x 31 x 2 +... Enfim, é fazer as contas
domingo, 7 de Outubro de 2007
Pernas para que vos quero
Por exemplo, um condutor com o banco totalmente puxado para a frente e a cara a 2 centímetros do volante pode ser o típico nabo ou apenas alguém com menos de 1 metro e 50; a mão esquerda no volante e a direita nas mudanças é a posição preferida do acelera mas é também meio caminho andado para mudarmos de estação sempre que anunciam o André Sardet; uma mão no volante e a outra colada à buzina denuncia por vezes um palermóide apressado, outras um cara de cu impaciente; e até um simples braço de fora do vidro pode ser sinónimo de uma condução relaxada, estilosa ou de mil e uma outras coisas, sendo que, no meu caso, pelo menos metade delas envolve gestos obscenos para o palermóide apressado.
Não há, por isso, posições mais ou menos correctas; o que há, isso sim, são posições com as quais nos sentimos mais ou menos confortáveis e que fazem com que o nosso desempenho como condutores seja melhor ou pior. De resto, este princípio aplica-se também noutras áreas da nossa vida, onde a posição das "dez para as duas", mesmo sendo a mais comum e a preferida de muitos, pode ser boa ou má consoante a agilidade dos ponteiros.
domingo, 30 de Setembro de 2007
Lá num país cheio de flores
Eu lembro-me de, na semana passada, ter visto na TV que Escorpião ocupava o 3º lugar numa tabela astrológica qualquer, mas nada nos prepara para isto. Nada. Nem mesmo a Maya.
quarta-feira, 26 de Setembro de 2007
Apre, que os trocadilhos são infindáveis!
segunda-feira, 24 de Setembro de 2007
Ensaio
domingo, 16 de Setembro de 2007
Ainda se fossem de marfim...
sexta-feira, 14 de Setembro de 2007
E o Óscar de Melhor Banda Sonora Original vai para...
terça-feira, 11 de Setembro de 2007
Não aprecio comida indiana, prescindo das ofertas de 30% seja em que SPA for e dispenso as explicações do 7º ao 12º anos
quarta-feira, 5 de Setembro de 2007
Posta Barrosã
sábado, 1 de Setembro de 2007
Mulheres VI
quinta-feira, 30 de Agosto de 2007
Já lá vão quase 20 anos e continuo sem
fazer ideia do que possa ser
"Look at us now, quit driving, some things hurt more, much more than cars and girls"
terça-feira, 28 de Agosto de 2007
666
quarta-feira, 22 de Agosto de 2007
sexta-feira, 3 de Agosto de 2007
Merche Romering
Adenda: Obrigado pelas sugestões que me têm enviado com outras hipóteses para título do post. Ana Malhoing, Elsa Raposing, Cinha Jarding, Patrícia Tavaring ou Manuela Moura Gueding são óptimas alternativas, mas, pelo menos para já, deixo ficar a Merche Romering.
domingo, 22 de Julho de 2007
Na verdade era uma marquise
Não foi sequer um desejo de sensação de liberdade, rebeldia ou de levar com o vento na cara que me fizeram querer ter uma mota (isso também o conseguia indo todo nú para a varanda), mas porque me recordo, desde sempre, do modo como as motas conseguiam fugir aos congestionamentos, na facilidade que tinham para encontrar lugares de estacionamento e nas vantagens óbvias em ter um capacete no caso de uma discussão mais acesa com outro condutor.
Este post é, pois, o meu pequeno tributo a uma classe tantas vezes criticada, mas a quem eu faço sempre os possíveis para facilitar a vida quando ando na estrada. Obrigado a todos eles e boa viagem de regresso a casa. E um forte abraço ao meu professor de Educação Física, onde quer que ele esteja.
sábado, 14 de Julho de 2007
Lava-me, porco
sábado, 7 de Julho de 2007
E=mar cruel2
terça-feira, 3 de Julho de 2007
Faz-te à estrada, Ricardo
domingo, 17 de Junho de 2007
Mulheres V
quarta-feira, 13 de Junho de 2007
"Um de vocês ande lá com essa m€rd@!"
quinta-feira, 7 de Junho de 2007
A este eu dava o meu voto de caras
Como candidato à Câmara Municipal de Lisboa nas próximas eleições intercalares para a autarquia, qual é, na sua opinião, o principal problema da cidade?
O trânsito.
Que soluções tem a sua candidatura pensadas para resolver esse problema?
Desde logo, e porque me parece a razão mais óbvia para o estado de coisas actual, acabar com todas as passadeiras existentes na cidade.
Não acha que isso irá colocar os peões em risco?
A princípio, talvez. Mas, já a pensar nisso, a minha candidatura tem previstas parcerias com diversas empresas de informática, de forma a que, caso eu venha a ser eleito, todas as juntas de freguesia possam estar equipadas com dezenas de computadores, através dos quais os lisboetas terão, gratuitamente, - repito: gratuitamente - acesso ao jogo Frogger, para assim poderem treinar a melhor forma de atravessar a estrada.
E isso não é insuficiente?
Não creio. Há um pormenor que me parece importante realçar e que é o seguinte: está prevista, para inícios de Setembro - pouco tempo depois das eleições, portanto - a estreia de um concurso diário na RTP que irá ser apresentado por Jorge Gabriel. Ora, com a Praça da Alegria de manhã, mais o novo concurso à noite, fora todas as outras aparições que ele faz como convidado de outros programas, temos fortes razões para acreditar que muitos lisboetas - e não só - irão, eles próprios, fazer os possíveis para serem atropelados, e de preferência por camiões TIR. Nessa medida, as passadeiras deixarão de ser necessárias.
Resolvido então o problema das passadeiras, a que outras matérias irá dedicar-se?
Bom, naturalmente a questão das cargas e descargas, que tanto contribui para o entupimento do trânsito em Lisboa. Estão previstas coimas muito pesadas para todos aqueles que não cumprirem os horários estabelecidos por lei no que a esta prática diz respeito.
E quais são esses valores, pode dizer-nos?
10 mil euros para quem prevaricar pela primeira vez, 25 mil para os reincidentes, e 500 mil euros caso o autuado seja jornalista da TVI.
Não acha isso um exagero?
Os 10 mil e os 25 mil euros talvez, sim, mas é a única forma de pormos cobro a este autêntico caos a que assistimos diariamente. Não creio, no entanto, que alguém volte a ter a ousadia de desrespeitar a lei.
E porquê?
Porque decidimos - eu e o meu staff - criar uma comissão que terá como função principal monitorizar de muito perto todo o tipo de cargas e descargas, e que será composta por funcionários e ex-funcionários da Câmara, cada um deles munido de um ferro em brasa que será imediatamente introduzido no ânus dos prevaricadores sempre que estes sejam apanhados em flagrante.
E isso não é ilegal?
São ferros que cumprem todas as normas estipuladas pela Organização Mundial da Saúde, a ASAE e o Cláudio Ramos. Quanto a isso estamos à vontade, e nada temos a temer.
Muitos lisboetas queixam-se igualmente da fraca oferta de serviços de Transportes Públicos. O que pensa desta situação?
Eu sei que é competência das autarquias a concessão de serviços de transportes públicos urbanos, mas devo dizer-lhe que, à excepção do Metro, os transportes públicos servem apenas para atrapalhar. Sempre que um eléctrico avaria, o trânsito pára; e os autocarros, para além de poluírem o ambiente, roubam espaço precioso aos automóveis, com esse autêntico elefante branco que é a faixa do BUS, e que, sob a minha presidência, deixará de existir, sendo substituída por lugares de estacionamento.
Gratuitos?
Claro.
Como espera poder vir a financiá-los?
Através da venda de todos os funcionários da EMEL ao Manchester United.
E já tem acordo para essa venda?
Já há um pré-acordo, sim.
O que falta, então?
Ensiná-los a jogar à bola.
E caso isso não seja possível?
Atamo-los com fita-adesiva amarela e preta, cobrimo-los de moedas de 5 cêntimos para depois serem integrados na colecção de obras de arte do Joe Berardo, que irá ocupar os espaços do antigo Centro de Exposições do CCB. Caso as negociações com o Manchester United não resultem, temos a promessa por parte do empresário madeirense de que haverá um espaço reservado para o nosso projecto, que se chamará "Fora de Serviço - Dirija-se à Exposição Mais Próxima".
Também é da opinião que as mulheres contribuem para a má circulação do trânsito?
Obviamente que sim.
Quer consubstanciar essa sua opinião?
Não posso, sob pena de perder grande parte das minhas leitoras.
Leitoras?
Eleitoras, perdão.
Mas tem prevista alguma medida para resolver o que o senhor considera, pelos vistos, ser um problema grave?
Tenho mas, como lhe disse, prefiro não revelá-la para já. Posso adiantar-lhe no entanto que, comigo na presidência da Câmara, dificilmente uma mulher voltará a pôr as mãos num volante.
Não teme poder vir a ser acusado de machismo?
Oiça, já me disseram que eu era fisicamente parecido com o João Pedro Pais, pelo que, depois disso, nada do que me possam chamar poderá afectar-me. Nada.
Nem se lhe disserem que o senhor é parecido com o Fernando Alvim?
Ok, quase nada.
A colocação de radares em pontos estratégicos da cidade é para manter?
A questão dos radares é bastante complexa. Concordo com a sua utilização mas não nos moldes actuais. Como forma de agradecimento ao director do CCB, a nossa solução passa pela colocação de um Mega-Radar que não se limite apenas a controlar a velocidade mas que nos permita igualmente punir tudo o que seja considerado manobra perigosa. É um radar que dispõe de uma tecnologia única no mundo e que será um passo muito significativo no combate aos problemas da mobilidade na cidade. Numa primeira fase, necessariamente de testes, este radar irá incidir exclusivamente sobre os taxistas.
E passada essa fase de testes?
Passada essa fase de testes logo se vê. A única certeza é que nunca mais poderei apanhar um táxi na vida, obviamente.
Para finalizar, quer explicar aos lisboetas aquilo que o separa dos restantes candidatos à Câmara, nomeadamente os que representam as principais forças partidárias, bem como os dois independentes?
Bom, para além das medidas que acabei de anunciar, há muitos outros aspectos que me distinguem dos demais candidatos. Devo confessar que, em relação a António Costa e Telmo Correia é-me difícil fazer essa análise, uma vez que não consigo sequer distingui-los um do outro - um parece um negro com feições de branco e o outro um parece um branco com feições de negro.
Mas um tem os olhos azuis e o outro não.
Qual deles?
Não sei. Também não consigo distingui-los.
Lá está... Depois há todo um conjunto de ideias que me separa de Helena Roseta e de Fernando Negrão, sendo que, à partida, o facto de eles não terem nenhuma ajuda bastante a que isso aconteça. O Engenheiro Carmona Rodrigues é, como sabe, arguido num processo de corrupção, usa óculos, está a ficar careca, tem mais buracos na cara do que o Bryan Adams e, como se não bastasse, é adepto do Sporting. Digamos que se tivesse de me aproximar de algum dos candidatos, ele seria sem dúvida o Dr. José Sá Fernandes.
É portanto o candidato com que mais se identifica?
Não. Aquilo que me levaria a aproximar-me dele seria a enorme vontade de lhe ir às trombas por todo o mal que ele fez à cidade de Lisboa.
Um ferro em brasa no ânus desse senhor seria também uma hipótese?
Se isso contribuir para a segurança dos lisboetas e proteger o meio ambiente não vejo porque não.
Obrigado e boa sorte.
Obrigado.
segunda-feira, 4 de Junho de 2007
Com um brilhozinho nos olhos
"(...) é, e será sempre, um dos melhores escritores de canções que este país alguma vez viu nascer. Ninguém canta o amor como ele. Ninguém.
E perceber, durante duas horas de concerto, que a música do Sérgio Godinho esteve presente em todas as fases boas da minha vida.
E espero que assim continue.
No fim, fui-lhe dar o abraço com dois braços de admiração.
E com o orgulho de o conhecer."
Depois este, sobre os filhos:
"(...) Os meus filhos são tudo o que consigo ser e são ainda mais, por eles, por serem duas crianças lindas, espertas, graças a Deus saudáveis, que nasceram com a capacidade inata de amar e o mostram sem filtros, sem reservas nenhumas daquelas que depois vamos inventando ao longo da vida. O amor que deles emana é tão natural como respirar e isso é comovente, esmagador, responsabilizador e desafiante. Acho que sou melhor pessoa porque eles existem, acho mesmo. (...)"
Agora é esta, mais o mar e o vento:
"Este fim-de-semana adormeci a ouvir o mar e o vento nas copas dos pinheiros. Poucas coisas me fazem tão feliz."
Não me interpretem mal: eu passei grande parte da minha juventude a ouvir Sérgio Godinho, tenho (mesmo) a filha mais linda do mundo e também gosto muito de apreciar a Natureza e não sei quê. Mas pergunto: esta gente fará ideia da existência de algo tão maravilhosamente único, especial e prático como a Via Verde?
terça-feira, 29 de Maio de 2007
Está o inferno cheio e não sei quê
domingo, 20 de Maio de 2007
Há-de ser ali para os lados da Av. da República, por volta das 21h30
segunda-feira, 14 de Maio de 2007
Mulheres IV
segunda-feira, 7 de Maio de 2007
"Ai, ele é como se fosse família"
sábado, 5 de Maio de 2007
Copy / paste
Por muito que tente, continuo a não perceber o que levou tanto camelo a insistir em buzinar, mesmo vendo que eu não podia andar para a frente, para trás ou para lado algum. A minha vontade foi sair do carro e deixá-lo ali parado até que alguém o fosse tirar de lá. Teria sido uma boa maneira de irritar ainda mais toda aquela malta que não se calou nem por um minuto. Não o fiz porque a cancela, finalmente, abriu, e também porque, entretanto, me enchi de coragem e aproveitei para gritar ao segurança todos os insultos de que fora alvo antes. O intercomunicador é uma invenção do caraças, não é?
terça-feira, 1 de Maio de 2007
Ode ao Túnel
Que te vi a primeira vez.
Entrei pela auto-estrada
E só parei no Marquês.
Tantas vezes foste adiado
Que me deixaste fora de mim.
Mas lá foste inaugurado,
Foda-se, até que enfim!
Há talvez um pormenor
Em que podias ser melhor.
Bastava para isso tirares
Aquela merda dos radares.
Andar àquela velocidade
Não lembra nem ao diabo.
Demora uma eternidade
E faz comichão no rabo.
Fiz tudo para me portar bem
E não me irritar com ninguém,
Embora houvesse um palerma
Que me fez encostar à berma.
O tipo apareceu com um speed
No seu Audi TT amarelo.
Foi assim desde Campolide
Até à Fontes Pereira de Melo.
Consegui não dizer palavrões
E manter o sangue frio.
Claro que houve excepções
Quase sempre com o mulherio.
Por fim, uma palavra de estima
Para o presidente Carmona.
Queria dedicar-lhe uma rima
Mas não me consigo lembrar de nada que rime com 'ona'.
domingo, 29 de Abril de 2007
Não sabe / Não responde
É dos pneus carecas que elas gostam mais?
Desligam o rádio quando estacionam num lugar apertado?
O cinto de segurança nunca vem à primeira?
Qual é o melhor remédio para o trânsito congestionado?
quinta-feira, 26 de Abril de 2007
109 cavalos, 2 bois e 1 lobo esfomeado
segunda-feira, 23 de Abril de 2007
Everyday is should be like Sunday
quinta-feira, 19 de Abril de 2007
Pronto, já passou... Está toooodo lá dentro.
(ao telefone)
- Ora então vamos ter que mudar filtro e óleo, não é verdade, Sr. Ricardo?
- Pois.
- Isto vai precisar de um jogo de pastilhas novo.
- Hã, hã.
- Aliás, dois jogos de pastilhas, porque os de trás também já não estão grande coisa...
- Ok.
- E se calhar também os discos dos travões, já que vamos mudar as pastilhas.
- Pronto.
- Afinar válvulas, a suspensão traseira está a fazer um barulho esquisito, por isso vamos ter que ver isto, a correia de distribuição também convém mudar porque já fez muitos quilómetros com ela, mais blá, blá, blá, blá, blá, blá...
- Claro.
- E patati patatá, porque nao sei quê não sei que mais.
- Também?
- Claro, Sr. Ricardo, caso contrário a sua viatura isto e aquilo, ainda por cima coiso e tal, e pimpampum cada bola mata um, está a perceber?
- E isso fica-me tudo em quanto?
- Ora isto tudo somado, deixe cá ver... Estamos a falar de 275 euros.
- 275 euros já com tudo somado?
- Sim, já com tudo somado. Podemos avançar?
- Sim, podem. Passo aí ao fim do dia para levantar o carro.
(ao fim do dia para levantar o carro)
- Ora aqui tem a chavinha da sua viatura mais a descrição do serviço efectuado.
- Mas tinha-me falado em 275 euros e diz aqui 332 euros.
- É 275 euros mais iva, Sr. Ricardo.
- Essa agora... Nem pense nisso. Disse-me que eram 275 euros e é isso que eu lhe pago. Quer roubar vá roubar para o raio que o parta. E parto-lhe já a oficina toda se me leva um tostão a mais que seja.
- Perdão?
- Nada. Estava só a dar asas à imaginação e tentar impressionar os leitores do blog. Só naquela... Para que eles pensassem que sou um tipo que os tenho no sítio e não um tanso qualquer que se deixa enganar por aldrabões como o senhor. Um dia ganho coragem e perco mesmo a cabeça, sabe? Vai tudo a eito.
- Ah, com certeza... Pode pagar então ali na caixa à minha colega, está bem, Sr. Ricardo?
segunda-feira, 16 de Abril de 2007
Não ultrapassarás!
sexta-feira, 13 de Abril de 2007
Lisbon Revisited (adapt.)
NÃO: Não quero nada.
Já disse que não quero nada.
Não me venham com conclusões!
A única conclusão é morrer.
Não me tragam operações STOP!
Não me falem em cargas e descargas!
Tirem-me estes radares da frente!
Não me apregoem limites de velocidade, não estacionem em 2ª fila.
O túnel (o túnel, Deus meu, o túnel!) —
O túnel, as obras, a sinalização incorrecta!
Que mal fiz eu aos deuses todos?
Se não têm pressa, andem a pé!
Sou um apressado, mas um apressado cheio de técnica.
Fora disso sou doido, com todo o direito a sê-lo.
Com todo o direito a sê-lo, ouviram?
Não me macem, por amor de Deus!
Queriam-me lento, dócil, resignado e a 50 à hora?
Queriam-me o contrário disto, o contrário de qualquer coisa?
Se eu fosse outra pessoa, fazia-lhes, a todos, a vontade.
Assim, como sou, tenham paciência!
Vão para o diabo sem mim,
E saiam da frente para eu passar!
Para que havemos de ir juntos?
Ó semáforo irritante — o mesmo da minha infância —
Eterno vermelho, amarelo ou avariado!
Ó macio condutor ancestral e surdo,
Pobre velhinho onde a idade se reflecte!
Ó camionista abrutalhado, empata de outrora de hoje!
Nem andais, nem passais, nem sequer deixais que eu te ultrapasse.
Deixem-me em paz! Não tardo, que eu nunca tardo...
E enquanto tarda o Abismo e o Silêncio quero estar sozinho!
quarta-feira, 11 de Abril de 2007
Mira, me llenas el tanque, por favor?
segunda-feira, 9 de Abril de 2007
Operação Páscoa
domingo, 8 de Abril de 2007
Mulheres III
sexta-feira, 6 de Abril de 2007
Mau sinal
quarta-feira, 4 de Abril de 2007
Reflexões de braços
terça-feira, 3 de Abril de 2007
Compressa
quinta-feira, 29 de Março de 2007
Fungos
Pessoalmente, considero o excesso de semáforos uma das principais causas para o mau funcionamento do trânsito em Lisboa. A Rua do Ouro e a Rua da Prata, na Baixa, são dois locais onde o meu relacionamento com os amarelos é particularmente intenso e, por vezes, dramático. Para conseguir atravessá-las sem parar em qualquer um dos semáforos que, de 10 em 10 metros, me aparece à frente, tenho que ser rápido como um trovão e ágil como uma stripper. Basta um condutor mais lento à minha frente ou um peão com o pezinho na estrada porque "se calhar ainda dá para atravessar", para que eu me veja obrigado a demonstrar os meus afectos a mais um semáforo. É perigoso, dirão. Talvez, digo eu. Mas mais perigoso seria se eu, para passar todos os amarelos, subisse as bermas dos passeios ou dificultasse a saída dos autocarros das paragens. E isso eu não faço nunca. Só na Rua dos Fanqueiros mas porque tenho medo dos manequins.
domingo, 25 de Março de 2007
Êxtase
Eu, ao contrário da maioria, não alinho na moda do bota-abaixo das rotundas. Penso até que se elas contribuirem para o bem-estar do País serão muito bem vindas, pelo que quantas mais melhor. Um pouco como as calças de lycra e os fios-dentais, no fundo. O problema está mais na forma como as pessoas as utilizam e não tanto na quantidade existente. E continuo a falar de calças de lycra e fios-dentais. Mas voltando às rotundas, e tendo em conta o número de acidentes que elas originam, talvez não fosse má ideia os exames de condução incidirem menos nos estacionamentos, nas inversões de marcha ou nas curvas em ângulo recto, e mais na forma correcta de circular numa rotunda: "Percorreu toda a rotunda sempre na faixa de fora, bloqueando assim a saída a outros veículos? CHUMBADO"; "Saiu da rotunda sem a devida sinalização, provocando um atraso desnecessário nos condutores que nela pretendiam entrar? CHUMBADO"; Decidiu mudar abruptamente de faixa dentro da rotunda, abalroando os condutores que circulavam ao seu lado? CHUMBADO"; "Decidiu mudar abruptamente de faixa dentro da rotunda, abalroando os condutores que circulavam ao seu lado, sendo que um deles era o Nuno Eiró? APROVADO."
terça-feira, 20 de Março de 2007
Estado grave
A explicação, já agora, tem sobretudo a ver com o meu comportamento após a circulação do trânsito ficar normalizada. Se eu estive durante horas enfiado no carro e andei apenas 1 ou 2 quilómetros porque ocorreu um choque em cadeia, sei que irei lamentar-me - pela demora e pelo acidente - mas acabarei por fazer o resto do percurso conformado com a inevitabilidade da coisa; mas se eu estou atrasado porque um ou mais condutores o são, é certo que irei passar o resto da viagem de mau humor com os condutores, o País e o mundo. E só não vou para o meio da estrada esbracejar com todos eles para não ter de vestir o colete. O reflector, não o de forças.
segunda-feira, 19 de Março de 2007
Mulheres II
My little girl
Drive anywhere
Do what you want
I don't care
Tonight
I'm in the hands of fate
I hand myself
Over on a plate
Now
Oh little girl
There are times when I feel
I rather not be
The one behind the wheel
Come
Pull my strings
Watch me move
I do anything
Please
Sweet little girl
I prefer
You behind the wheel
And me the passenger
Drive
I'm yours to keep
Do what you want
I'm going cheap
Tonight
You're behind the wheel, tonight
"Behind The Wheel" - os Depeche Mode, naquele que terá sido um dos pontos mais baixos da carreira do grupo no que diz respeito à escolha da letra.
quinta-feira, 15 de Março de 2007
Dá cá mais cinco
segunda-feira, 12 de Março de 2007
Faz pisca
Andam praí a piscar p'ra ver se arranjam conquista
Parece que está a dar, e que veio p'ra ficar
A moda do pisca, pisca.
Ruth Marlene
Percebe-se, e aplaude-se, a intenção da Ruth Marlene: através de uma imagem que é, simultaneamente, simples na forma e rica na mensagem, estabelecer uma relação de identidade poética entre dois actos tão genuínos mas cada vez mais raros entre nós - o do engate e o do pisca-pisca.
Quem anda na estrada, porém, sabe que o pisca-pisca não é - nem nunca foi - moda, seja ele para a esquerda ou para a direita. Nem para estacionar, nem para indicar a mudança de faixa e muito menos quando se está prestes a iniciar uma ultrapassagem. Nada disso. Para a grande maioria dos condutores o pisca-pisca não passa de um acessório supérfluo ou um de um mero apêndice do volante, que só em ocasiões muito especiais deve ser utilizado - uma espécie de preliminares, com a diferença de que no caso do pisca-pisca é a mão esquerda que trabalha.
A solução para que o pisca-pisca fique definitivamente na moda, passa, a meu ver, por uma de duas alternativas: colocar no cérebro do condutor um dispositivo que, através de um variador de frequência de dimensões muito reduzidas, emita sinais electromagnéticos directamente para o volante, assim fazendo accionar o pisca-pisca sempre que o condutor decide virar para a esquerda ou para a direita; ou, em alternativa, uma marretada na cabeça do condutor cada vez que este se esquecer da respectiva sinalização. A que sair mais barata.
sábado, 10 de Março de 2007
Carrinhos de choque
sexta-feira, 9 de Março de 2007
By the Power of Grayskull, despacha-te lá com isso!
terça-feira, 6 de Março de 2007
Branca de Neve
Estudos recentes feitos agorinha mesmo revelam a existência de 7 diferentes tipos de peão: o distraído, o profissional, o indeciso, o aventureiro, o raivoso, o didacta e o simpático.
- o distraído. Atravessa primeiro e olha depois. Conhecido por ser a principal causa de atropelamentos no nosso País, o peão distraído é acima de tudo alguém que precisa de muito cuidado e carinho. E, claro, de uma buzinadela nos ouvidos;
- o profissional. Como o nome indica, o profissional não brinca em serviço. Embora nunca na vida tenha conduzido um automóvel, conhece as regras de trânsito melhor do que ninguém. É licenciado em semáforos com especialidade em intermitentes, tirou o mestrado em limites de velocidade e completou o doutoramento (Muito Bom com Distinção) em passadeiras. A frieza com que aborda a estrada é arrepiante e desarma até o mais chico-esperto dos condutores;
- o indeciso. Nunca sabe se há-de atravessar ou ceder passagem; avança quando o carro avança e recua quando o carro trava. Talvez por isso seja muitas vezes injustamente apelidado de "o grandessíssimo chato";
- o aventureiro. Também conhecido como "o perigoso", "o inconsciente", "o destemido" ou "o invisível" é um peão para quem passeio e estrada são dois corpos que se fundem num só para formar um terceiro que, não raras vezes, é o dele próprio em cima do capot;
- o raivoso. Agora que Mantorras está impedido de conduzir, o peão raivoso ostenta o título de terror n.º1 dos automobilistas. Este peão tem uma missão na vida e uma missão apenas: acabar com essa corja de assassinos da estrada que ele considera serem os automobilistas. Insulta, gesticula e não tem qualquer problema em provocar acidentes se souber que isso lhe trará benefícios de natureza financeira ou dará cabo da vida do condutor, ou, de preferência, ambas as coisas;
- o didacta. Não é grosseiro com o condutor mas faz sempre questão de dar a sua liçãozinha. É frequente vê-lo atravessar a estrada e apontar para o semáforo enquanto diz "está verde..." ou apontando para o chão ao mesmo tempo que lembra "passadeira...", sem nunca deixar de tirar os olhos do condutor. É bem possível que pare a meio do percurso, nomeadamente quando leva consigo uma ou mais criancinhas, para que estas saibam desde muito novas aquilo que as espera nesta selva que é a estrada;
- o simpático. Deixa passar os carros mesmo quando sabe que é ele quem tem prioridade; agradece ao condutor enquanto atravessa a passadeira, apesar de saber que não tem que o fazer. Na verdade, o peão simpático é um condutor que deixou o carro num parque de estacionamento ali perto.
domingo, 4 de Março de 2007
Não tentem fazer isto em casa
sexta-feira, 2 de Março de 2007
110 metros barreiras
quinta-feira, 1 de Março de 2007
Ou todas as anteriores
quarta-feira, 28 de Fevereiro de 2007
Ich bin ein Trappatoni
Muito resumidamente, o vídeo mostra-nos uma conferência de imprensa de Trapattoni, na altura treinador do Bayern de Munique, furioso, acusando alguns dos seus principais jogadores (Bassler, Mehmet, Strunz), de não serem profissionais.
Sempre que vejo este vídeo - e vejo-o vezes sem conta - vejo-me também a mim próprio quando estou ao volante. Aquele sou eu. O Bassler representa os condutores que desconhecem a existência de outra faixa que não a da esquerda; o Mehmet é o peão que atravessa a passadeira a passo de caracol; Strunz, o acelera que se encosta à traseira do nosso automóvel não se percebe bem para quê...
Schauen sie mal (ou lá como é que eles dizem):









